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Matriz - Introdução
A publicação da Matriz Energética de Vila Nova de Gaia surge na sequência do trabalho realizado pela ENERGAIA, no sentido de analisar os consumos de energia e emissões de gases com efeito estufa resultantes da utilização de energia em Gaia. A ENERGAIA decidiu compilar os resultados obtidos e apresenta-los ao público, na perspectiva que a sua apresentação ao Concelho possa de alguma forma contribuir para a consciencialização da população e das forças activas para os problemas resultantes da utilização de energia.
O estudo desenvolvido permitiu reunir os consumos de gás natural de 1998 até 2000, os consumos de electricidade até Dezembro de 1999 e a venda de combustíveis líquidos e GPL (gás butano e gás propano) para o ano de 1998. Neste sentido foi, sempre que possível, feita uma análise através dos dados mais actualizados, não evitando que a análise de consumos globais seja referida ao ano de 1998.
Os dados disponíveis foram separados por vectores energéticos, por sectores de consumo e ainda pelo tempo. Desta forma foi possível obter uma imagem bem definida dos consumos de energia do Concelho de Vila Nova de Gaia, assim como perceber perspectivas de evolução e estabelecer metodologias de intervenção, tendo em vista a diminuição da utilização intensiva de energia.
Juntamente com a análise dos consumos de energia, foi elaborado um estudo tendo em vista a quantificação das emissões de Gases com Efeito Estufa (GEE). As principais conclusões desse estudo são aqui apresentadas, realçando-se as emissões de CO2 (dióxido de carbono), CH4 (metano) e N2O (óxido nitroso).
O consumo de energia teve um acréscimo médio anual de 7%, entre 1990 e 1998, prevendo-se que o consumo em 2001 tenha ultrapassado os 400 mil tep.
O consumo de energia no Concelho de Vila Nova de Gaia no ano de 1998 (329 mil tep) foi responsável pela emissão de cerca de 1340 mil toneladas de CO2 equivalente. A principal responsabilidade vai mais uma vez para o sector dos transportes com uma percentagem de 40% do total de emissões (mais de 500 mil toneladas de CO2).
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