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Matriz - Derivados petróleo
Os combustíveis aqui apresentados em conjunto têm como ponto comum o facto de derivarem do petróleo, um combustível de origem fóssil. A análise centrou-se nos seguintes combustíveis: gás butano, gás propano, gasolinas, gasóleo e fuelóleo.
A utilização do petróleo como fonte de energia tem como consequência um elevado encargo para o nosso país. Não só ao nível financeiro, já que é um produto importado, mas também ao nível ambiental, já que se trata de uma fonte de energia particularmente poluente. O problema coloca-se igualmente ao nível da soberania nacional, já que a dependência de Portugal face aos países que possuem o petróleo é imensa.
Os choques petrolíferos da década de 70 constituíram um marco mundial na constatação da profundidade da dependência deste combustível fóssil. Na ressaca da crise, aumentou significativamente o interesse sobre a estimação das reservas existentes de petróleo, carvão e gás. Os especialistas e as companhias de exploração cedo perceberam que os recursos fósseis não são eternos e concentraram os esforços no complexo processo de estimar a duração das suas reservas.
A duração das reservas mundiais de petróleo, prevista com base no consumo actual é de cerca de 40 anos. Este índice médio mundial, esconde, porém, enormes assimetrias na distribuição deste recurso pela terra. Note-se que o Médio Oriente possui cerca de 65% daquelas reservas, cabendo só à Arábia Saudita a parcela de 25% das reservas mundiais (Relatório BP AMOCO, 2001).
A venda de Gás Propano, Gás Butano, Gasolina, Gasóleo e Fuelóleo atingiram em 1998 um valor superior a 236 mil toneladas, representando 70% do consumo total de energia de Gaia nesse ano.
No gráfico anterior, é evidente o crescimento das vendas de gasóleo, alimentado pelo elevado peso dos transportes pesados no Concelho e ainda pela introdução gradual de veículos ligeiros a gasóleo no mercado.
O gasóleo atingiu em 1995 um valor superior a 88 mil tep ( tonelada equivalente de petróleo ), ultrapassando definidamente a partir deste ano a energia eléctrica que rondava o valor de 69 mil tep.
No que diz respeito às gasolinas, destaca-se a substituição gradual da gasolina super (entretanto foi substituída em Julho de 1999 pela gasolina sem chumbo aditivada) pelas gasolinas sem chumbo IO95 e IO98. Em 1998 a venda de gasolinas ultrapassou as 66 mil toneladas com uma repartição de 48% para a gasolina super, 31% para a IO95 e 21% para a IO98.
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